Padronizando as imagens 3D, no cinema e em casa

Por Tetsuo Nozawa

O segmento de produção de conteúdos em 3D está crescendo rapidamente, com mais e mais cinemas anunciando suporte a esse tipo de projeção. Nos EUA, as bilheterias de alguns filmes exibidos em 3D chega a centenas de milhões de dólares. Chegou agora a vez dos equipamentos domésticos se adaptarem à nova tecnologia, e é exatamente isso que estão fazendo alguns dos fabricantes.

"Uma série de subprodutos se derivam da produção de filmes e vídeos em 3D", diz Mohammad Ahmadi, presidente da XpanD, empresa americana especializada em preparar os cinemas para essa nova realidade. "Dos filmes aos games, passando pelos equipamentos, inclusive os TVs, parece que está nascendo uma cadeia de produção, mais ou menos nos moldes da indústria automobilística".

Ahmadi está convencido de que a explosão do 3D não será apenas moda, como aconteceu anos atrás, e tende a se sustentar ao longo dos próximos anos. Puxados pelo interesse em torno dessa tecnologia, praticamente todos os produtos irão se beneficiar, diz ele: TVs, smartphones, computadores, videogames, gravadores do tipo PVR e até mesmo o sistema de transmissão de televisão como um todo, que deverá começar em breve a explorar essa novidade.

Ao contrário da primeira tentativa de implantação do 3D, desta vez a indústria se esforça para estabelecer padrões e especificações que todo mundo possa seguir, tanto para a fabricação de equipamentos quanto para a criação e distribuição de conteúdo. A SMPTE (Society of Motion Picture & Television Egineers), que comanda o processo de padronização, pretende liderar os fabricantes na busca de um padrão que agrade a todos. Nesse trabalho, conta com o apoio da CEA (Consumer Electronics Association). Esta, por sua vez, já aprovou, por exemplo, a versão 1.4 da conexão HDMI, que atende justamente as exigências da TV 3D.

Transmissões de TV experimentais em 3D também já começaram, em vários países, tanto em cabo quanto em satélite e emissões abertas. Essas experiências estão sendo analisadas e certamente seus resultados serão levados em conta na nova padronização. No Japão, a Associação das Emissoras formou um grupo técnico para fornecer sugestões nesse sentido. Empresas como Sony e Panasonic trabalham em conjunto para definir a padronização do Blu-ray 3D, e na área de câmeras a CIPA (Camera & Imaging Products Association) já concluiu uma proposta de especificação para fotografias em 3D.


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