Saudade do plasma? Veja o teste da primeira TV OLED Panasonic!

Por REDAÇÃO HOME THEATER & CASA DIGITAL

A Panasonic, que em 2017 comemorou seus 50 anos de Brasil, aproveitou para lançar seu primeiro televisor OLED no país. O modelo TC-65EZ1000B, de 65”, não é o primeiro display de diodo emissor de luz orgânico oferecido pela empresa internacionalmente, mas é o único com características de monitor profissional utilizado em estúdios de filmes.

Esta OLED Ultra HD foi desenvolvida com a colaboração de entidades ligadas às áreas de cinema e broadcast nos EUA. É o caso da THX, da ISF e do colorista Stefan Sonnenfeld, conhecido em Hollywood como o “da Vinci dos filmes”, tendo trabalhado em centenas de longas. Isso tudo ajuda a conferir status de high-end a esta flagship da Panasonic.

Design ultrafino

Tanto o design ultrafino quanto o conjunto de acessórios, envolvendo caixa de som, base e dois controles, fazem desta uma TV especial. Superadas as dúvidas na montagem, bastou acoplar a leve tela à base e fixar os parafusos, para dar a “falsa” (e bela) impressão de que ela está apoiada sobre um único pedestal no centro.

O local das conexões (veja quais na ficha técnica) vem com tampa removível, para ocultar o cabeamento em canaletas, e não atrapalhar o visual.

Soundbar de 14 falantes

A caixa de formato soundbar foi projetada pela Technics, empresa do mesmo grupo, e incorpora nada menos que 14 falantes. São dois tweeters, quatro midranges e oito woofers com radiadores passivos, produzindo um total de 80W divididos em quatro canais.

O som potente, sem ruídos e distorções consideráveis se revelou muito superior à maioria das TVs. Já a carência de graves e de simulação surround convincente nos alertaram que esta caixa, apesar de interessante, não substitui uma boa soundbar com sub ativo ou, claro, um home theater 5.1.

Streaming mais rápido

Comandamos a TV por controle IR (que inclui tecla Netflix), controle Bluetooth (com touch pad e microfone) e app TV Remote. Já conhecíamos bem o app da Panasonic, por isso preferimos o controle Bluetooth – e a possibilidade de comandos por voz. Em cerca de 10 segundos após plugar a TV na tomada, acessar diferentes serviços de streaming era como mudar de emissora.

Quando comparada a outras plataformas mais avançadas, a Mozilla Firefox OS possui menos habilidades multitarefas, ainda assim é das mais ágeis e intuitivas. Isso graças ao processador Quad Core Pro e ao recurso my Home Screen 2.0, que permite personalizar a tela principal com os apps e fontes de sinais mais requisitados pela família.

Tecnologias

O painel OLED usado pelos principais fabricantes que oferecem esse tipo de TV é o WRGB produzido pela LG. Nesses displays, cada pixel RGB, incluindo um subpixel branco (W), tem seu brilho atenuado individualmente para se iluminar ou se apagar totalmente, por isso sua capacidade de exibir iluminação uniforme, contraste praticamente infinito e preto absoluto.

Cada marca desenvolve o seu próprio processador e tecnologias para aprimorar a qualidade da imagem. A Panasonic apelidou o seu painel de Master OLED HDR, no qual cada pixel é controlado com mais granulidade, a fim de entregar imagens com fidelidade similar aos monitores másters com os quais cineastas de Hollywood finalizam suas produções.

Aliada a isso, a tecnologia de gerenciamento de cor 4K Hexa Chroma Drive Pro trabalha a partir de uma paleta de seis tonalidades (RGB-CMY), para maior cobertura do padrão REC.2020 presente nos conteúdos em 4K. Tudo é comandado pelo processador de imagem HCX2 (Hollywood Cinema Experience), agora em sua segunda geração.

Qualidade de imagem

A OLED da Panasonic vem com nove modos de imagem, entre os quais THX – para quem gosta de preservar as configurações de cinema ao ver filmes e séries –, e Profissionais calibrados pela ISF. Com exceção dos presets THX, em todos é possível alterar as regulagens até encontrar o balanço de branco, contraste e cores mais convenientes.

Vimos conteúdos via streaming e baixados da internet suficientes para avaliar o alto potencial HDR deste aparelho. Ao receber conteúdos HD (YouTube) ou 4K (Netflix, Globo Play e Amazon) codificados em HDR, a TV automaticamente eleva as configurações de cor, brilho e contraste.

Nas cores, o painel interno de 10 bits identificou a remasterização REC.2020 para mostrar grande volume de tonalidades, o que impactou nossos testes e certamente contribuiu com o ótimo ângulo de visão. Nesta OLED cada cor apresentou variações ricas e equilibradas, resultado de uma saturação pontual, sem transbordamentos de luz.

Quanto ao contraste, foi possível ver claramente diferenciação de nuvens nos céus, detalhes em sombras e até sutilezas em cenas onde o preto predominava na imagem. Embora reduza o efeito espelho, o filtro que age sobre a tela não evita reflexões. Mas para quem busca fidelidade de cores e contraste sabe que é indispensável o controle da luz ambiente.

A OLED da Panasonic não chega a ter a potência de brilho de um LED-LCD Local-dimming ou da nova geração de pontos quânticos (a empresa divulga no Exterior pico de 800 nits), mas foi capaz de evidenciar o contraste e as cores naturais, mesmo com o ambiente bastante iluminado.

Também chamou a atenção a definição nos filmes em Blu-ray Full-HD (Logan) e no app Telecine Play HD (Star Wars: O Despertar da Força), especialmente quando ativada a interpolação de quadros. A função Intelligent Frame Creation neste display nativo de 120Hz tornou as imagens mais limpas e claras, mas sem criar anomalias nos movimentos.

Conclusão

A EZ1000B combina pretos realmente profundos com níveis de nitidez e detalhamento acima da média, além de mostrar imagens 4K HDR com brilho uniforme e cores praticamente irretocáveis; características que fazem desta OLED da Panasonic uma das melhores TVs à venda no mercado.

FICHA TÉCNICA

Panasonic TC-65EZ1000B, 65”
Resolução: 3.840×2.160p
Taxa de atualização: 120Hz
Conectividade: 4 HDMI (2.0a), 1 componente/composto (combinada), 1 RF, 3 USB (1 v3.0), slot cartão SD, Ethernet (RJ-45), Wi-Fi, WiDi/Miracast, Bluetooth e digital óptica (saída)
Potência de áudio: 80W (20Wx2 + 20Wx2)
Dimensões: 145 x 83 x 4,2cm (sem base), 145 x 91 x 33cm (com base)
Peso: 20,5kg (sem base), 27kg (com base)
Consumo: 510W (máximo/fabricante), 110W (médio/THX sala escura)*, 240W (médio HDR Dinâmico)*
Preço médio: R$ 20.999**
Mais informações: panasonic.com.br

* Consumo médio aferido em nossos testes com wattímetro Kill-A-Watt.
** Pesquisado em abril/2018.

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