Potência: o que você deve saber antes de comprar receiver e caixas

Uma das maiores dúvidas de quem vai adquirir receiver e caixas é quanto à compatibilidade. Quem deve ter mais potência: o amplificador ou as caixas? Há quem defenda o amplificador com maior potência em relação à admitida pelas caixas, a fim de obter melhor resposta aos graves e transientes. Mas é preciso ser comedido no volume, dependendo do ganho dado ao sinal na origem (pré), para evitar ruptura do cone e da bobina no falante por pico de potência.

Outros preferem não correr riscos e sugerem caixas de maior capacidade se comparada ao amplificador. As duas correntes têm razão, mas a última mostra-se mais segura para usuários menos experientes, desde que as caixas não admitam mais que o dobro da carga gerada pelo amplificador. Isso pode ocasionar a queima do tweeter por distorção, pois a insatisfação com a baixa pressão sonora o levará sempre a elevar o volume.

Por isso, tão importante quanto à potência produzida pelo amplificador é a sensibilidade de cada caixa, ou a eficiência do alto-falante à aplicação de um sinal elétrico. Em uma caixa, a sensibilidade declara a pressão sonora, que é avaliada a partir do sinal de 1 watt (ou 2,83 volts) à distância de 1 metro do microfone. Quanto maior o valor da sensibilidade, maior a capacidade da caixa produzir som em alto volume com um amplificador de baixa potência.

Por exemplo: uma caixa com sensibilidade de 86dB requer o dobro da amplificação para atingir o mesmo nível de pressão sonora que uma caixa de 89dB. Por isso, dizemos que em home theater a escolha de caixas com sensibilidade acima de 89dB pode ser fundamental para garantir o melhor aproveitamento da potência de um receiver, principalmente quando falamos de um modelo de entrada, mais acessível.

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