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Confira os destaques da última edição da Revista Home Theater que está nas bancas.
 
 
 

PLAYSTATION 3
Penso em comprar um Playstation 3 e conectá-lo à minha TV de plasma Philips Ambilight de 42” através de um cabo HDMI (para o video) e usar a saída digita óptica do PS3 para ligar o áudio ao meu receiver Yamaha. Pergunto: é possível desabilitar o sinal digital de áudio do cabo HDMI e utilizar apenas o vídeo?

Henrique Rodrigues
São Paulo/SP

Fique tranqüilo, pois o Playstation3, assim como todos os DVD players dotados de saída HDMI, oferece a possibilidade de trafegar apenas sinais de vídeo pela conexão HDMI, e áudio através de saídas digitais (como a óptica) ou analógicas.

 

BURN-IN
Penso em comprar um TV de plasma de 50”, mas estou com receio devido ao problema do burnin que esses aparelhos possuem até hoje. Li sobre alguns casos em que a tela desses TVs ficou manchada porque o proprietário usou muito tempo no formato 4:3 com as tarjas pretas nas laterais da tela. Pretendo utilizar o televisor exclusivamente para uso em home theater com DVD player, mas sei que existem diversos filmes com formatos widescreen 2.35:1, que apresentam tarjas pretas na parte superior e inferior da imagem. O que devo fazer?

Wander Saito Presidente
Epitácio/SP

Infelizmente, o problema do burnin ainda persiste na tecnologia dos TVs de plasma. No entanto, alguns fabricantes, como a LG e a Samsung, criaram artifícios para “driblar” os rastros pós-imagem decorrentes da ação da queima de fósforo em imagens estáticas, como descansos de tela e pequenos tremores que ocorrem em cenas com nenhum movimento.

Outras empresas, como a Panasonic, desenvolveram eficientes painéis anti-burnin para seus plasmas mais refinados, que em muitos casos conseguem impedir qualquer presença de marcas na tela. No entanto, a experiência que temos com os TVs de plasma já testados nos mostra que o problema do burnin é o “calcanhar de Aquiles” dessa tecnologia, e que com o uso prolongado (passar dos anos), os ratros pós-imagens são inevitáveis. Por isso, a dica é analisar detalhadamente o TV de plasma antes de adquirir, já que alguns modelos mesmo novos costumam apresentar as marcas logo com três minutos de imagem pausada, mas que são eliminadas após desligar e ligar o televisor.

Quanto as marcas causadas pelas tarjas escuras dos filmes wide com formatação de 2.35:1, realmente, pode ocorrer em alguns painéis. Mas vale lembrar que esse problema ocorre apenas com o uso prolongado e, principalmente, está mais sujeito quando há imagens brancas ou brilhantes sendo reproduzidas na tela.

ÁUDIO DE ALTA DEFINIÇÃO
Tenho um TV de plasma de 42”, um sistema compacto integrado e estou querendo comprar um Blu-ray player. Minha duvida é se meu sistema irá reproduzir áudio 5.1 canais em Dolby True-HD e DTS-HD Master Audio, através das conexões óptica e coaxial disponíveis no Blu-ray player, ou terei de trocar o meu sistema?

Shertonnes Torres
Recife/PE

Infelizmente, o fluxo de dados digitais (ou streams) dos novos formatos de compressão sem perdas, Dolby Digital TrueHD e DTS-HD Master Audio, não podem ser trafegados via conexões digitais óptica e coaxial.

Criado em meados dos anos 80, o padrão S/PDIF (Sony Philips Digital Interface Format), que utiliza os dois tipos de conexão – óptica (ou toslink criado pela Toshiba) e coaxial RCA –, foi mantido para o trafego de dados em domínio digital entre componentes, como CD e DVD players, além de receivers e decoders de TV a cabo/satélite. Isso porque o S/PDIF suporta taxas de transmissão próximas a 1.536kbps, portanto, muito abaixo do exigido pelos formatos DD TrueHD e DTS-HD MA, cuja taxa de transferência atinge patamares acima de 18Mbp/s e 24Mbp/s respectivamente.

Se o Blu-ray player que você escolher já tiver esses decoders HD, será possível obter o poderoso áudio multicanal desses formatos através das conexões analógicas 5.1 (RCA). Outra alternativa será interligar o player a um dos poucos receivers que oferecem esses processadores HD, como os modelos Denon AVR-4308CI e AVR-3808CI ou Onkyo TX-SR875 e TX-SR605 disponíveis no mercado, e transmitir os streams via conexão digital HDMI versão 1.3. Entretanto, para desfrutar do áudio de alta resolução dos formatos DD TrueHD e DTS-HD MA, será inevitável a troca do seu sistema compacto integrado por um receiver A/V.

DISTÂNCIA

Pretendo adquirir um TV LCD de 40” já pensando na alta definição da TV digital. Por outro lado, teria uma distância de no máximo 2,55m entre o meu sofá e a tela. Por isso, pergunto: seria exagero? Pois sei que existem vários cálculo para esta distância mínima, mas tenho medo de comprar um TV LCD de 32”, e depois me arrepender ao ver que daria para possuir uma tela maior. Além disso, lí que a distância pode ser menor com imagens de alta definição, pois não força tanto a vista.

Marcus Vinicius M. Alves
Rio de Janeiro/RJ

O ideal para uma distância de 2,55m seria uma tela de 32” a (no máximo) 37”, considerando uma visualização de imagens confortável, sem fadiga ocular, mesmo após longas horas assistindo a um filme.

Além disso, esses displays de alta resolução (1.366x768 pixels) costumam mostrar com exatidão os problemas inerentes à baixa definição das imagens vindas de TV a cabo/satélite e DVD player. Assim, quanto menor for a tela (ou maior a distância), menos imperfeições poderão ser vistas durante a exibição desses vídeos e, conseqüentemente melhor será a definição.

No entanto, quando chegar a alta definição da futura TV digital ou você aderir aos novos formatos Blu-ray ou HD-DVD, um TV de até 42” poderá ser uma boa opção para essa distância que você tem, principalmente se for do tipo Full-HD, com resolução de 1920x1080p.  

DISTÂNCIAS 

Existem recomendações de distância mínima para a visualização de imagens num TV de plasma? Isso se deve apenas a um eventual desconforto visual, ou há outros riscos para a saúde?

Christiane Di Scala
Curitiba/PR

De acordo a maioria dos especialistas em tecnologias audiovisuais, não há uma norma que se possa seguir à risca quanto à questão das distâncias. O que existem são algumas regras, que podem ajudá-lo nessa tarefa. A seguir, procuramos dar uma segunda opção de cálculo. Para que não haja uma certa "fadiga" (ou cansaço visual) após longas horas assistindo a um filme, você pode multiplicar a diagonal da tela do plasma ou do TV LCD por, no mínimo, três.

Assim, se a diagonal de um display de 42" é de 105,6cm (norma ABNT), a distância entre ele e o espectador poderá ser de 3m16. Porém, essa regra só vale se o TV de plasma ou LCD oferecer resolução nativa XGA – a partir de 1.024x768 pixels. Se o modelo escolhido apresentar resolução mais modesta (VGA/852x480 pixels), o ideal é que a diagonal da tela seja multiplicada por cinco. Evidentemente, neste caso, a distância entre o espectador e a tela será muito maior.

Levando em conta esses cálculos como referência, será praticamente impossível enxergar os pixels que formam a imagem. O resultado será uma melhor definição (nitidez) na reprodução dos filmes. Em relação à saúde, o posicionamento dos espectadores muito perto da tela pode causar cansaço visual, irritação nos olhos, lacrimejamento e até dores de cabeça e no pescoço. Por isso, procure usar sempre o bom senso.

PLASMA

A minha sala é pequena (12m2) e a distância entre o sofá e a tela é de cerca de 2m70. Tenho interesse em comprar um TV de tubo widescreen de 32" com recurso progressive scan, como o Samsung CL-32A20, que custa em torno de R$ 5.000. Entretanto, como os preços dos TVs de plasma estão caindo muito nos últimos meses (conforme mostrou a revista HOME THEATER na edição nº 109), pergunto se não valeria a pena investir nesse tipo de tecnologia. Em virtude da distância que irei ficar em relação ao display, há o risco de visualização dos pixels, ou de qualquer outro desconforto em decorrência do tamanho da sala. E quanto ao aquecimento dos plasmas e seu elevado consumo de energia: são itens realmente relevantes numa comparação com os TV de tubo?

Outra questão é o futuro dessa tecnologia: ainda na edição nº 109, um executivo da JVC diz que a empresa não acredita no plasma e que se dedica apenas à produção de telas LCD por se mostrar mais viável. Na opinião de vocês, existe o risco de descontinuidade do plasma num futuro próximo?

Roberto Araújo
Belo Horizonte/MG

Se você puder investir numa tela de plasma, com certeza, não irá se arrepender. Além de seu visual imbatível, esses displays costumam oferecer vários recursos para melhorar a qualidade da imagem. Mas é preciso considerar alguns aspectos: a grande maioria dos plasmas mais acessíveis conta com resolução de 852x480 pixels. Isso, infelizmente, pode se tornar um empecilho para a sua sala, pois a distância que você ficará em relação à tela poderá tornar perceptível a formação dos pixels, o que certamente prejudicará a qualidade da imagem. Por isso, antes de adquirir um TV de plasma, procure ver uma demonstração do produto e tirar suas próprias conclusões.

Conforme verificamos em alguns testes, existem diferenças entre os modelos à venda no mercado (embora de mesma resolução), principalmente em relação ao processador de vídeo interno, e essas diferenças devem ser levadas em conta na hora de assistir a um filme numa distância de 2m70. O consumo de energia de um display de plasma de 42" ficar em torno de 320W (contra, em média, 150W de um TV de tubo com 32"). Realmente, os plasmas costumam esquentar um pouco mais que os TVs de tubo, mas algumas empresas criaram soluções para minimizar esse problema, como a adoção de ventiladores internos, além de sistemas diferenciados (e silenciosos) de refrigeração. Quanto ao caso da JVC, o fato da empresa dizer que não irá apostar nos displays de plasma é uma decisão própria que não agrega os demais fabricantes. Marcas como Samsung, LG e Panasonic, por exemplo, ao mesmo tempo em que investem em LCD, estão com sua produção de painéis de plasma a todo o vapor.

O MELHOR DISPLAY

Diante de tantas novas tecnologias, qual é o sistema que apresenta a melhor qualidade de imagem: plasma, DLP, LCD ou o tradicional CRT?

José L. Carísio
Araguari/MG

A imagem dos televisores e retroprojetores CRT (tubo de raios catódicos) ou DLP, displays de plasma e LCD, além dos projetores que utilizam essas tecnologias tem vários atributos diferentes, como cor, contraste, brilho e resolução. Cada um de nós coloca um peso maior ou menor a um ou outro desses atributos na hora de avaliar uma imagem e classificá-la como superior.

No entanto, os especialistas em cinema (cinéfilos) ainda tendem a preferir os produtos que utilizam tubos CRT, pois valorizam muito o contraste e o nível de preto, itens em que os CRT ainda levam vantagem sobre as demais tecnologias.

Por outro lado, boa parte dos consumidores comuns são atraídos pelas imagens mais brilhantes dos produtos com tecnologia DLP, LCD e plasma, pois os televisores de 38” e os retroprojetores com tubos CRT não conseguem atingir o mesmo brilho. Mas enquanto os tubos CRT já chegaram ao fim de sua escalada evolutiva, as demais tecnologias continuam em franco desenvolvimento e mais cedo ou mais tarde poderão igualá-los ou superá-los em todos os aspectos de desempenho.

TV DE PLASMA

Com o advento dos TVs de plasma, gostaria de saber se a revista aconselharia a compra de um televisor de tela plana (tubo) de 29”? Ou, neste caso, estaria jogando o meu dinheiro fora, já que em alguns anos os preços dos displays de plasma cairão mais?

Alan Terra
São Paulo/SP

Os preços dos televisores de plasma de fato vêm caindo, mas a um ritmo relativamente lento. Esses televisores poderiam se tornar mais acessíveis caso os fabricantes de painéis de plasma resolvessem lançar modelos com telas menores, como de 28 a 32 polegadas, por exemplo. Porém, mesmo assim seu preço acabaria sendo bem superior ao de um televisor normal, com tubo CRT. Por isso, não achamos uma boa idéia ficar esperando por algo que dificilmente irá acontecer nos próximos anos.


Envie suas dúvidas para nossa equipe através do e-mail palavradoleitor@hometheater.com.br.

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