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Confira os destaques da última edição da Revista Home Theater que está nas bancas.
 
 
 

UPSCALING

Recentemente comprei um TV de plasma Panasonic TH-42PA60L que possui entrada HDMI. Sei que esse aparelho tem resolução nativa de 480p e possui um processador que, segundo o fabricante, pode alcançar até 1080i. No entanto, estou querendo comprar um receiver Onkyo TX-SR605 que faz upscaling para 1080p por meio da conexão HDMI, e com isso melhorar os sinais da programação da Sky via S-Video e do DVD player (vídeo componente). A minha dúvida é se realmente vou conseguir obter a tão desejada melhoria.

Wagner Scatolin
São Paulo/SP

Embora o seu TV de plasma seja do tipo WVGA, ou seja, tenha resolução nativa de 852x480 pixels, será possível obter uma ligeira melhora ao agregar um receiver A/V (como o Onkyo TX-SR605), com recurso de upconversion de vídeo no seu sistema. No entanto, se o seu interesse em obter o receiver for maior pela melhoria na qualidade da imagem, sugerimos que antes adquira um TV de alta definição – com resolução a partir de 1280x720 pixels –, seja ele plasma ou LCD. Além de perceber maior nível de detalhamento, com um televisor de resolução superior, você ficará preparado para as imagens de alta definição da futura TV digital e também dos novos formatos Blu-ray e HD-DVD.

Outra dica é trocar o seu decoder antigo da Sky pelo novo modelo Sky+, lançado recentemente com conexão vídeo componente, que proporciona uma qualidade de imagem próxima a do formato DVD.

THD         
Pretendo adquirir um receiver Onkyo, mas tenho dúvidas quanto as especificações divulgadas pela empresa em relação à potência e o THD. Qual é a diferença entre THD em 1kHz e THD em 20Hz – 20kHz. Outra pergunta: qual é a verdadeira a função do conector RS-232C existentes em muitos receivers?

Leandro de Alcântara
São Paulo/SP

THD são as iniciais de Total Harmonic Distortion (ou distorção harmônica total). A diferença é que o índice de distorção harmônica produzida por um amplificador varia de acordo com a(s) freqüência(s) que está sendo reproduzida. A especificação referente à faixa de freqüências audíveis (20Hz a 20kHz) é mais significativa do que a referente somente à faixa de freqüência de 1kHz, pois mostra que o baixo índice de distorção especificado cobre todas as freqüências audíveis, e não apenas uma determinada freqüência. A porta serial RS-232C serve para conectar o receiver a um sistema de automação, como Crestron, AMX, Control 4 e outros fabricantes. Com isso, é possível comandar o receiver a partir de painéis de controle, e tornar mais fácil a distribuição do áudio em outros ambientes. Entretanto, há modelos de receivers que utiliza essa interface para atualização de software.

RECEIVERS COM HDMI

Comprei recentemente caixas da marca B&W, modelo DM603 S3 (frontais), LCR600 S3 (central) e DM601 S3 (surround). A minha dúvida é qual receiver utilizar, ou se é melhor um equipamento modular com amplificador e pré-amplificador A/V. Pesquisei sobre os processadores da marca Rotel, e constatei que nenhum deles vem com a interface HDMI, me levando desistir de adquiri-los. Já os receivers, como Denon ou Marantz, a grande maioria vem com a tal interface, porém, de versão 1.1, sendo que lá fora já se fala em HDMI v.1.3. Por isso, não quero ficar desatualizado, pois estou fazendo um upgrade no sistema. Qual o receiver mais indicado para usar junto com as minhas caixas?


Daniel Robalinho
São Paulo/SP

A utilização de equipamentos modulares, como amplificadores e processadores de A/V, quase sempre supera em performance o uso de um receiver. Isso ocorre devido a utilização de estágios independentes, entre o pré/processador, tuner e o amplificador, o que elimina qualquer incidência de interferências entre esses circuitos. Além disso, a alta capacidade de corrente que um amplificador multicanal pode oferecer em relação a grande maioria dos receivers, faz com que seja possível obter o melhor desempenho de uma caixa acústica. Pelo menos, por enquanto, a Rotel não dispõe de processador A/V com interface HDMI, e tão pouco há previsão de lançamento desse tipo de produto no mercado. No entanto, a empresa possui dois modelos de receivers dotados de conexão HDMI, porém, em ambos os casos essa conexão não aceita sinais de áudio, mas apenas vídeos de alta definição (1080p). Empresas como Denon e Onkyo já lançaram no Brasil receivers com entrada HDMI versão 1.3. Para extrair um melhor desempenho de suas caixas acústicas, sugerimos que dê preferência a receivers com potência a partir de 100W por canal.

POTÊNCIA

Quero adquirir um receiver Harman Kardon, mas a potência dos modelos dessa marca é sempre menor do que à da maioria dos aparelhos vendidos nas lojas. Gostaria de saber se um receiver de 55W pode ser suficiente para preencher uma sala de 22m2.

Luciano J. Rocha
Porto Alegre/RS

Segundo a Harman Kardon, a potência divulgada no material de seus receivers é contínua, em RMS. Os números podem parecer baixos numa primeira análise superficial, se forem comparados aos de alguns receivers de outras marcas. Porém, essa é a potência real do aparelho, medida com todos os canais funcionando simultaneamente, a uma carga de 8 ohms, com sinal de 20Hz a 20KHz e distorção harmônica total de 0.07 THD.

Ainda de acordo com a empresa, a grande maioria das marcas apresenta potências "superiores", mas são valores obtidos com parâmetros diferentes, como sinal de 1KHz e até 1% de distorção (THD) e apenas com um canal ou dois canais funcionando. Na prática, isso significa que um receiver de 7.1 canais, que declara ter 100W de potência, pode apresentar, de fato, apenas algo em torno de 60W por canal simultaneamente.

Além disso, os receivers desse fabricante vêm com transformador de alta corrente, discreta eletrônica de saída e utilizam mínima realimentação negativa. Isso resulta em benefícios audíveis, como graves mais intensos, uma boa presença a qualquer nível de volume e flexibilidade para operar com caixas acústicas de impedância baixa – de 4 ohms, por exemplo.

E quanto menor à impedância, maior a intensidade do sinal sonoro. O receiver AVR-340, com potência de 55Wx7, pode operar com impedâncias de 6 e 8 ohms. Se a sua sala possui 22m2, este receiver pode ser uma boa opção. Mas fique atento: para você extrair uma melhor performance do aparelho, utilize caixas acústicas com impedância nominal de 6 ou 8 ohms, sensibilidade acima de 89dB e potência admissível não muito maior do que a liberada pelo receiver.

SAÍDA BALANCEADA

Tenho que tomar uma decisão para a compra de um amplificador, mas antes gostaria de saber qual a diferença entre saída balanceada e não balanceada num power. Em termos práticos, qual o ganho da balanceada em relação à não balanceada? Vale a pena pagar por esse recurso?

Manoel Maciel
Belo Horizonte/MG

Diferentemente do que ocorre numa conexão estéreo RCA convencional, onde um único condutor transporta o sinal de áudio positivo ou negativo, numa ligação balanceada, o sinal de áudio é transmitido por um conector de três vias (chamado de XLR), capaz de conduzir sinais positivo e negativo.

No entanto, esse conector oferece um terceiro condutor que não conduz sinal, mas se reserva estritamente para blindagem. A conexão balanceada surgiu como uma solução segura no uso de cabos de longas metragens em sistemas de áudio profissional, para evitar interferências por indução de ruídos. Mas há alguns anos, os audiófilos trouxeram esse "conceito" para os amplificadores e controladores high-end. Contudo, os fabricantes desses equipamentos não são unânimes ao afirmar que a conexão balanceada é melhor que a single-ended (ou RCA).

Muitos, inclusive, nem incluem o circuito balanceado em nenhum de seus produtos, argumentando que não há diferenças perceptíveis que justifiquem a adoção de circuitos balanceados. A qualidade final resultante dessa conexão irá depender principalmente do projeto interno, bem como dos componentes utilizados nos equipamentos. Portanto, só os seus ouvidos poderão lhe dizer se vale a pena pagar mais para ter esse recurso.

 

AMPLIFICADOR ESTÉREO

Montei um home theater com receiver Marantz SR9300V, DVD player Onkyo DV-SP1000 e conjunto de caixas Phase Technology Velocity (com duas frontais V10) mais subwoofer HV-1200. Gostaria de saber se vale a pena incluir um amplificador no sistema, como o Rotel RB-1080, para ouvir música em estéreo.

Antônio Silva Santos
João Pessoa/PB


Em tese, a conexão de um amplificador estéreo, como o Rotel RB-1080, pode melhorar a qualidade de áudio, aumentando não só a potência como também melhorando os graves e a sensação de estar diante do palco de uma casa de espetáculos. Entretanto, é difícil imaginar que a combinação entre o receiver (140W por canal), o player universal e as caixas acústicas high-end em questão não esteja oferecendo um resultado satisfatório para você. Antes de analisar a necessidade de incluir um amplificador estéreo para amplificar os canais frontais, certifique-se de que o baixo desempenho do sistema não esteja diretamente ligado a um eventual problema na acústica da sala. Além disso, esteja convicto de que os cabos de caixa e de interconexão utilizados entre os equipamentos também não estejam prejudicando a performance geral do home theater. Uma boa dica é solicitar a visita de um profissional gabaritado na área de áudio.

RECEIVERS BARATOS

Ao ler a reportagem sobre receivers baratos, publicada na edição nº 105, a revista diz que receivers básicos combinam com caixas satélites ou bookshelf, e não devem ser usados com modelos do tipo torre. Gostaria de saber por que não é recomendada essa combinação.

Sandro
São Paulo/SP


Na verdade, o fato de um receiver ser de nível básico não significa que ele não pode ser utilizado com caixas do tipo torre. Acontece que a grande maioria dos receivers de preço acessível costuma liberar potência de saída (em watts RMS) inferior à das caixas torres. Além disso, esses receivers de entrada geralmente não oferecem corrente suficiente para fazer com que essas caixas apresentem toda a sua performance, principalmente nas freqüências mais baixas. Isso leva você a aumentar demasiadamente o nível de volume, provocando distorções. Portanto, o mais indicado é utilizar caixas compactas, como as do tipo satélite ou bookshelf, com receivers de categoria básica. E, se possível, que tenham alta sensibilidade, acima de 90dB, para proporcionar boa pressão sonora, mesmo com aparelhos de baixa potência.

DOLBY DIGITAL EX

Vale a pena pagar mais para ter um receiver 6.1 ou 7.1 canais, levando em conta que os filmes lançados no Brasil são todos 5.1?

Wesley F. Brito
Três Lagoas/MS


Com os recentes lançamentos de marcas como Onkyo, Marantz, Yamaha, Harman Kardon e Sherwood, percebe-se que os receivers 6.1 e 7.1 canais já são maioria entre os modelos em linha. Além disso, sabemos que a maior parte da nova geração de receivers que estará chegando ao mercado no decorrer deste ano virá equipado com processadores Dolby Digital EX/Pro-Logic IIx e DTS ES, mostrando uma forte tendência em lançar aparelhos com essa característica. Por isso, acreditamos que você não deverá se preocupar com a diferença de preço entre um receiver 5.1 e outro 6.1 canais, pois os valores dos receivers DD EX estão caindo gradativamente. Quanto à disponibilidade de filmes, é verdade que ainda temos poucos títulos gravados com informações para o sexto canal traseiro. Porém, esse quadro deverá mudar no futuro. Eis alguns filmes em DVD codificados em DD EX: 007 - Um Novo Dia Para Morrer, Blade II - O Caçador de Vampiros, Austin Powers - O Homem do Membro de Ouro, O Exorcista - A Versão que Você Nunca Viu, além das trilogias O Senhor dos Anéis, Star Wars e Harry Potter.

Envie suas dúvidas para nossa equipe através do e-mail palavradoleitor@hometheater.com.br

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