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Confira os destaques da última edição da Revista Home Theater que está nas bancas.
 
 
 

RESOLUÇÃO
Se eu conectar meu TV de tubo widescreen de 36” a um HD-DVD ou Blu-ray player via conexão vídeo componente, será possível notar diferenças significativas com relação ao padrão DVD, em termos de cor e nitidez? Me parece que todos os TVs Full-HD no Brasil, ainda tem 60 quadros por segundo progressivo, mas será que até o final do ano teremos algum modelo compatível com 24 quadros? Pelo que eu soube essa é a melhor maneira de se ver um filme em alta definição, mas na pratica isso é significativo? E por fim, as imagens de filmes HD-DVD ou Blu-ray vistas num TV 1366x768p, já são suficientes para se igualar à imagens de cinema?

Fernando Peixoto
São Paulo/SP

Sem dúvida alguma, as diferenças na qualidade geral da imagem serão muito significativas (mesmo via conexão componente) quando você adotar um player de alta resolução, do tipo HD-DVD ou Blu-ray, se comparado ao formato DVD. Independente da tecnologia utilizada para a exibição, seja ela tubo, plasma, LCD ou DLP, o nível de detalhamento e a melhor definição de cor, serão bastante evidenciados durante a reprodução de filmes de alta resolução. Embora sejam considerados superados frente aos displays de tecnologias mais modernas, os TVs de tubo progressive scan compatíveis com sinais HDTV são na maioria os que apresentam melhor qualidade de imagem, ao exibir sinais de baixa (menos de 480p) e alta resolução (720p e 1080i). O único “porém” de se utilizar um TV de tubo para o uso com os novos formatos de alta definição, é que esses televisores não estão aptos a reproduzir sinais de 1080p (progressivos), algo possível apenas em displays de plasma, LCD e DLP, além de projetores Full-HD.

Em tese, o fato de um TV e um player de alta definição utilizarem a mesma taxa de quadros oriundas de películas, que é de 24 quadros por segundo (ou 24fps), pode significar melhor nitidez e precisão das imagens com muito movimento. Isso porque dessa forma seria possível evitar os recursos de conversão de quadros, como o famoso 3:2 pulldown presente em DVD players e TVs progressive scan. Porém, na prática vimos que a tão badalada característica dos 24 quadros por segundo nem sempre se revela perceptível, diante de uma reprodução de player e TV com imagens de 1080p a 60 quadros por segundos (o mais comum atualmente), já que tudo depende do desempenho proporcionado por esses equipamentos, além da qualidade do material gravado.

Mesmo no exterior ainda é difícil encontrar displays que reproduzem imagens de 1080p/24fps. No Brasil, apenas a Sony acabou de lançar televisores LCD – de 40”, 46” e 52” – da linha Bravia compatíveis com a reprodução de imagens de 24 quadros por segundo. Já os demais fabricantes não têm previsão de quando irão lançar TVs compatíveis com a taxa de quadros dos filmes vistos no cinema (alguns até desconhecem essa característica). No entanto, para quem estiver disposto a desembolsar alguns milhares de reais, já é possível encontrar no mercado projetores de vídeo 1080p/24fps. As imagens de 1280x720p (com upscaler do TV para 1366x768p) são até melhores do que àquelas vistas na maioria dos cinemas por película, que acrescentam excesso de granulações, ruídos e cintilações à imagem. Entretanto, essas imagens só não melhores em relação as apresentadas em salas com projeção digital, disponíveis em algumas metrópoles do Brasil e do mundo.

 

TAMANHO DA TELA

Tenho intenção de montar um home theater no meu apartamento, mas estou em dúvida sobre qual televisor se adapta melhor a minha sala. A distância do sofá para o móvel que abrigará o TV de tela plana será de 2m30. Qual seria a melhor opção: um televisor de 29” ou de 34”?

Eduardo Menezes
São Paulo/SP


A questão das distâncias entre tela e espectador gera muita polêmica, visto que depende muito dos hábitos do usuário e, principalmente, da tecnologia empregada no televisor. Se você estiver interessado em adquirir um TV para assistir especialmente a filmes em DVD, um modelo de tela convencional de 34” – dê preferência aos televisores com circuito de varredura progressiva da imagem (ou progressive scan) – conseguirá exercer bem essa missão numa distância de 2m30. Entretanto, o ideal é que você parta para um TV widescreen (há modelos de tubo de 28” a 36”), já que esse é o formato da maioria dos títulos em DVD. No entanto, se o objetivo principal for acompanhar a programação das emissoras de TV, convém adotar um modelo convencional de 29”. Assim, você evitará aquela sensação de desconforto (fadiga) visual ou terá mais dificuldade de enxergar as linhas de formação da imagem, que se tornam mais evidentes em fontes de baixa resolução. Além disso, a programação de TV é gerada em formato 4:3.

RESOLUÇÃO

Tenho um TV widescreen de 28”, um DVD player e um decoder Sky, todos da marca Philips. Ajustei o setup do decoder no modo 16:9 CINEMA e o sistema de cor em NTSC, conectando-o ao TV via ligação S-Video. Por isso, gostaria de saber qual a resolução da imagem nesse tipo de conexão. Outra dúvida refere-se ao recurso progressive scan: por que quando essa função é ativada no DVD player, meu TV exibe uma imagem duplicada?

Francisco Campanholi
Franco da Rocha/SP


A resolução das transmissões da Sky é um verdadeiro mistério. No entanto, a qualidade das imagens não costuma ser muito diferente daquela das emissoras de TV de sinal aberto, que é de 330 linhas horizontais para conexões S-Video e vídeo composto, embora sem a presença de chuviscos e outras interferências. Nos canais de filmes em PPV (pay-per-view) nota-se que a imagem é de melhor qualidade, mas nunca chega ao nível de um disco DVD, por exemplo. Como seu televisor não é compatível com sinais progressive scan, é exatamente por isso que você vê a imagem dupla quando aciona a função progressive scan do DVD player. Por isso, deixe-a desligada.

RESOLUÇÃO 2

Pretendo colocar um projetor na minha sala, que tem 25m2, mas tenho algumas dúvidas: o que significa 800x600? Modelos com resolução maior proporcionam uma imagem melhor?

Marcos Paulo
São Paulo/SP


Esta especificação de 800x600 (SVGA) se refere ao número de pixels que formam as imagens de um TV ou projetor. Um projetor com esse nível de resolução, ou de 854x480 pixels, já é capaz de mostrar toda a qualidade de imagem de um DVD player, mas será insuficiente para exibir – sem qualquer perda – as imagens de nível HDTV da futura TV digital a ser implantada no Brasil e dos discos DVD de alta definição (Blu-ray ou HD-DVD). Por isso, se você já quiser se preparar para o futuro, escolha um projetor com resolução de 1280x720 pixels (W XGA), por exemplo.

A MELHOR TELA

Estou construindo uma sala com 3m25 de largura, 2m85 de altura (pé-direito) e 4m de comprimento. Esta altura é recomendada para uma sala de home theater, ou deve ser rebaixada com gesso acartonado? Qual tipo de tela seria melhor neste espaço: projetor, TV de retroprojeção (CRT ou DLP), ou TV de tubo widescreen de 36”? Tenho um kit in-a-box composto por receiver de 100W, conjunto de caixas satélites com subwoofer ativo, mas tenho dúvidas se devo trocar as caixas originais por um conjunto de outra marca, como B&W ou Klipsch. E, por último, qual é o melhor posicionamento para o subwoofer no sistema?

Marco A. Piacentini
Nova Mutum/MT

Com a altura atual do seu pé-direito, você não terá nenhum benefício em rebaixar o forro, a não ser o de ordem estética. Quanto ao tipo de tela, não se trata apenas de uma questão de espaço, mas de uso do equipamento, pois enquanto um TV de tubo, plasma, DLP ou LCD pode ser visto num ambiente iluminado e até em plena luz do dia, um projetor depende um ambiente bem ou totalmente escuro para que possa apresentar seu melhor rendimento.

O projetor é o que dará a você a melhor sensação de estar numa sala de cinema, graças ao maior tamanho das telas de projeção e à aparência geral da imagem. Outra vantagem é que essa imagem poderá ser vista sem perda de brilho ou contraste por pessoas colocadas em praticamente qualquer local da sala. Mas como a imagem é maior, as fontes de resolução inferior à dos discos DVD, como canais de TV e fitas videocassete, fatalmente terão suas imperfeições reveladas, o que, muitas vezes, compromete o prazer de assisti-las. Isso ocorre, principalmente, quando o projetor não conta com um bom processador de vídeo, capaz de melhorar a qualidade do sinal original.

Os retroprojetores vêm em seguida com relação às possibilidades de grandes tamanhos de tela, mas tendem a ser mais caros do que alguns projetores e costumam apresentar um ângulo de visão um pouco restrito, em torno de 120º. Por isso, para que sua imagem não perca brilho e contraste, é preciso que a platéia se coloque mais ou menos na mesma altura e de frente para a tela. As pessoas que estiverem em pé ou sentadas lateralmente em relação ao aparelho vão enxergar uma imagem de qualidade sensivelmente inferior. Finalmente, temos os TVs de tubo, com sua tela bem menor do que a das opções anteriores, mas cujas imagens podem ser vistas dos mais diferentes ângulos sem perda de qualidade.

Embora você não nos informe qual o modelo das caixas que está usando, se forem bem compactas (do tipo satélite) e de baixo custo, a substituição por caixas bookshelf de um fabricante como a Klipsch ou a B&W deverá resultar numa considerável melhora na qualidade geral do som. Quanto ao posicionamento do subwoofer, essa caixa costuma produzir maior volume de graves quando é colocada perto do encontro entre duas paredes, de preferência do mesmo lado do ambiente onde estão as caixas frontais.

Envie suas dúvidas para nossa equipe através do e-mail palavradoleitor@hometheater.com.br.

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