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Conversor indiano não seria compatível com HD
26/08/2007
Um engenheiro que vem acompanhando o desenvolvimento dos conversores (set-top box) nacionais para TV Digital diz que "a mágica" em relação ao preço de R$200 é que esse aparelho não receberia o sinal em alta definição (HDTV). O conversor, que foi demonstrado esta semana no evento Broadcast & Cable, em São Paulo, exibe um sinal com menor resolução e maior compressão, destinado a telefones celulares e outros dispositivos portáteis.
Durante o evento, o ministro das Comunicações, Helio Costa, comemorou o acordo com a empresa Telavo, que produzirá o aparelho em parceria com a Encore indiana e com a gaúcha Teikon, com a promessa de chegar ao mercado por cerca de R$ 200. Na verdade, esse conversor usa o stream de vídeo apenas para receptores móveis e portáteis (sinal 1-SEG). No evento, a Telavo apresentou um segundo modelo, baseado em tecnologia da ST, que deve chegar ao mercado a preços iguais aos de outros fabricantes, ou seja, na casa dos R$ 800.
Quase todos os fabricantes que participaram da Broadcast & Cable dizem ser impossível fabricar um set-top box por R$ 200. Segundo eles, o custo do processador ainda é muito alto. Dois fornecedores do processador - ST e Zinwell - estão disputando o mercado para TV digital aberta, ao custo em torno de US$ 100, e oferecendo peças para teste a cerca de 25 fabricantes de set-top box. Estes afirmam que seu preço final ficará mesmo entre R$ 700 e R$ 800.
Entre os que pretendem lançar o conversor está a Visiontec, que aposta em duas linhas de produtos: um para quem já tem TV HD (LCD ou plasma), que contará com saídas HDMI e de áudio digital; e outro para os usuários urbanos de antenas parabólicas, que não recebem um bom sinal de TV aberta (estes contariam apenas com saídas de vídeo composto e de áudio estéreo).