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Estados constroem redes próprias de banda larga
30/10/2009
Enquanto o governo federal discute se constrói uma rede pública de banda larga, pelo menos quatro Estados - Ceará, Pará, Santa Catarina e Paraná - já tomaram esse caminho e dizem ter obtido grande economia de custo em relação aos valores cobrados pelas empresas de telefonia.
A rede do Ceará terá 2,5km de extensão, em fibra óptica, e cobrirá 82 municípios, a um custo de R$ 60 milhões. Conectará todas as escolas, os hospitais, os postos de saúde, as delegacias e os órgãos da administração. O governo estadual diz que fará uma licitação para escolher três empresas que usarão a estrutura para oferecer o serviço de banda larga à população.
Segundo o presidente da Empresa de Tecnologia do Ceará, Fernando Carvalho, outros Estados devem seguir esse caminho, que foi uma reação ao alto preço do serviço privado e à dificuldade de acesso à internet no interior. "As teles começam a perceber que não têm como barrar essa onda", afirmou.
No Pará, está em implantação um projeto de R$ 40 milhões para levar a internet em banda larga a todo o Estado. O "Navega Pará" utilizaria 1,8km de fibras óticas existentes na rede da Eletronorte. Segundo o presidente da Prodepa (Empresa de Processamento de Dados do Estado do Pará), Carlos Renato Lisboa, a rede chegou a alguns municípios antes do celular, e o governo abriu o sinal para a população acessar a internet (por rede sem fio) em locais públicos.
Em Santa Catarina, o governo optou por um modelo híbrido: construiu uma rede própria de fibra óptica com 400km de extensão, que cobre as principais regiões metropolitanas, e contrata links da Oi para chegar ao resto do Estado. A rede é usada para transmissão de dados, mas o Estado está fazendo uma licitação para comprar centrais telefônicas e para fazer ligações telefônicas via internet.